Eles CresCeram

 Os anos passam rápido demais...  Outro dia, dois bebês... chorando, rindo, ficando doentes... Um apresentava sintomas de uma virose de manhã, e após o almoço o outro já estava com os mesmos sintomas.

Foi uma gravidez só, uma neura só... muito intensa? Protetora. Mãe! Sempre fiz o que pude por eles. Nasceram no ano da gripe suína. No Brasil só fomos ter o hábito do álcool em gel, 10 anos depois, quando veio a pandemia do Covid. Proibi visitas, enchi a casa de álcool gel e morria de medo de que voltassem para o hospital. Cresceram fortes, saudáveis, apesar da minha frustação de não ter tido leite após os dois meses de vida deles. Igualaram rapidinho com a idade de bebês que nascem no tempo certo.

Acompanhei cada evolução de perto, cada descoberta, cada evolução. Cada briga, disputa por brinquedo, luta contra o sono e cada sorriso lindo ao acordarem! Quantas memórias lindas! Pula-pula na casa da vovó, invenções e criações com as coisas do vovô... Natação desde os 6 meses, na escola e depois natação em casa... o tal pintor de Jundiaí, esse ficou famoso por conta da canção que a Tia Vera cantava com eles...

Aula de Tênis, excursão da escola, mudança de país... sustos, inseguranças, outro idioma, outra cultura. Os brasileiros que conquistaram a Louisiana. Quanto carinho, quanto aprendizado. Foram quase 2 anos de muita experiência, perrengues e muito AMOR! 

Vivi por eles, e faço e me desdobro ainda por eles. Planejados, enviados por Deus, para que eu aprendesse muito com eles e eles comigo. Lembro deles a minha barriga: euforia, sossego, curiosidade de como seriam fora dela. 

Agora, eu aqui em casa, levei um em outro condomínio e o outro está com amigos na área de lazer daqui onde moramos, moços, com quase 16 anos. Personalidade diferentes desde a barriga e isso ainda preciso aprender maus a lidar. 

Mais paciência, mais compreensão, e agradecer à Deus por tudo o que tem nos proporcionado, apesar das tempestades. Peço que sempre fiquem no caminho do bem, da verdade e honestidade. Que tenham empatia, compaixão e que agradeçam a todo momento.

Sei que são meninos de ouro, mas preciso sempre falar e direcionar para que não desviem da rota. Quero que saibam que eles foram muito planejados, queridos e amados.

Que a mãe chata, quer que sejam homens do bem e que sejam respeitosos e respeitados. 

E no final, sei que já deu certo, sensação de missão cumprida e orgulho dos adultos que estão se tornando.

Sim, está passando rápido demais...

Comentários