EDUCAR, UMA TAREFA DESAFIADORA

 Quem não tem filhos, talvez imagine como seja, mas acho que a imaginação nunca chega perto do que é na realidade. Antes de ser mãe, imaginava, idealizava, mas quando os pequeninos vêm, ah... aí o bicho pega, rsrs

E agora, José? Mas o pai se chama José? Não, não, deixa pra lá.... rsrs

Com 32 semanas nasceram os gêmeos e ficaram na UTI neonatal e depois no hospital para ganharem peso. Após 17 dias, chegamos com eles "petiticos" em casa... e bateu o desespero, o ciúmes, o medo, a depressão chegou umas semanas depois. Exaustão, acordar de 2/2horas é cruel... tentar dar o peito foi mais ainda, eles tinham uma fome do cão e eu uma gota de leite... isso me deixava mais pra baixo ainda... fiz de tudo, espirrava oxitocina no nariz pra ver se aumentava e nada... Cresceram com o leite de fórmula mesmo para pré-maturos. E foram crescendo sem maiores problemas... a mãe aqui que se frustrou um pouco mas , fazer o quê.

Quando um começava vomitar de manhã, o outro até a hora do jantar, também já estava doente... Virose, garganta, gripes, resfriados... vem tudo junto... Começaram a andar com 1 ano e 2 meses, tudo dentro da normalidade!

Um susto aqui e outro ali, um teve muitas cólicas, o outro refluxo, choros, terror noturno, sim, um acordava à noite chorando muito, assustado, parecendo que estava dormindo ainda, só que com olhos abertos e muito irritado. Não tinham nenhum ano ainda, quando no final de semana que o pai voltava pra casa, ele começou a chorar daquele jeito sem parar, ele sem entender pedia para o bebê parar, sem sucesso e já irritado, deu um tapa na cara dele. Ia resolver? Fiquei brava, fui tentar pegá-lo, mas ele sempre com voz brava de autoritário, se impunha e queria concertar a situação... nunca me esqueço dessa cena... e sinto que isso deixou "marcas" na criança também. Infelizmente a infância deles foi marcada por muitas situações de violência e autoritarismo, eu entrava na frente dos meninos e ele ameaçava em me bater.

Enfim, após a separação, o pai ficou diferente, mudou para melhor, ganhou troféu melhor pai do ano por 2 anos consecutivos. Meninos contam que não bateu mais neles mas sei que o tom de voz e o jeito que fala, muitas vezes são mais agressivos que um tapa. Melhor, bem melhor que mudou para melhor, claro! Mas em questão de educação dos filhos, a gente não entra em um acordo. Eu tento ao máximo controlar os eletrônicos. deixo os celulares, inclusive o meu, no banheiro do meu quarto para carregar. Na casa do pai, eles dormem com celular no quarto e muitas vezes visualizam minhas mensagens de madrugada. Vocês acham que eles tem maturidade para não pegar no celular? Nem eu quando dormia com o celular na mesinha de cabeceira, se acordasse durante à noite ia ver que horas eram e acabava vendo mais coisas e isso só atrapalhava o meu sono. 

Dormir cedo e acordar cedo... eis o problema que enfrentarei de novo agora, no de Volta às Aulas... Eu que lute? Isso desgasta qualquer ser-humano, pois na casa dele, o irmão me fala que ele não dá trabalho pra acordar, o pai fala, fala de novo, e ele obedece. Desafios de educar, de educar sem uma figura masculina em casa, é ainda maior. Mas, continuo firme, no propósito, de educá-los de maneira que depois eles irão me agradecer, disso eu tenho certeza.

Mas são desafios que segundo já ouvi dizer, educar é igual videogame, cada fase fica mais difícil! rsrs

E com vocês aí, como é essa função? Me contem



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