Lobo em pele de carneiro

Sempre me contive nas palavras, mas dessa vez, não consigo. 

Educar já é um desafio enorme nos dias atuais... e quando não tem alinhamento e entendimento junto com o pai, fica ainda pior. Pois após o divórcio, ele sempre vai contra o que eu falo, o que eu penso. Sabe criança pirracenta? Multiplica por 1.000.

Criamos filhos para serem melhores que a gente. Procuro criar os meus, para serem homens do bem, que respeitem o próximo, que saibam fazer as coisas básicas, que tenham pro atividade e que saibam que, a vida não é moleza. Que tenham responsabilidade afetiva, que sejam honestos e de bom caráter. Que saibam o que é ser bem tratado, e como tratar bem as pessoas. Que a lei do merecimento, é muito importante para conquistarem as coisas que querem, seja no mundo espiritual ou na vida real mesmo. Que fiquem contente com a colheita, sendo um sinal de que plantaram corretamente!

Temos que ensinar que toda ação gera uma consequência, seja ela boa ou não.

Se você obedecer, respeitar, vai construir relacionamento com base na confiança, no respeito, merecendo ser tratado da mesma maneira. Mas se você for mal educado, enfrentar e não ter consequências, não vai aprender, ou ainda, só vai piorar o seu comportamento. De maneira nenhuma pode desautorizar a decisão de uma mãe na frente de um filho, e de um pai também...

Sabe aquela figurinha do Whatsapp, The End of Picade? Usaria ela mil vezes nessa situação. Agora, mais calma, parece comédia, mas não é. A ira, a raiva do pai naquela situação, em que eu só estava educando... ele gritando no viva a voz do celular de um dos meus filhos... me fez apertar o botão vermelho e deixá-lo falando sozinho. Falei para o meu filho, se arrume e vai esperar seu pai na portaria, mas isso não está certo. (deixando vocês a par da situação), os meus filhos iriam em um jogo de futebol, do time da cidade, um deles me desrespeitou e ficou deitado na cama jogando no celular, e não foi ao meu encontro quando eu quis esclarecer um assunto), chamei, ele dizia que não queria ir, o irmão chamou, ele continuou dizendo Não! E, por ter um histórico de não me obedecer e de me enfrentar, eu falei: você nao vai mais no jogo.

Ele não retrucou, não se indignou e continuou deitado em sua cama, jogando no celular. O irmão me perguntou: posso vender o ingresso dele? Eu disse que sim. Aí ele colocou no Status do Instagram que estava vendendo. O pai, vendo o status dele, perguntou se ele não iria mais e ele contou o ocorrido, de que o irmão tinha me desrespeitado e que não iria mais. Pronto... pra que... Ele ligou para ele, bravo, falando pra ele pegar convite que tinha vendido de volta, que era pra se virar... ligou para o outro aqui em casa e ele quis falar comigo. Eu falei que não tinha nada pra falar com ele, aí ele deve ter ficado mais P da vida ainda, se bem conheço... fez o filho voltar e colocar o celular na mesa no viva a voz... Começou a "despejar" toda a sua raiva, como se fosse ele que tinha sido proibido de ir ao estádio. Eu tinha falado para meu filho, que antes estava deitado em sua cama, ainda jogando no celular... Quando acabar a sua bateria, você lê um livro, ok? E em momento algum ele falou que queria ir ao jogo... Mas quando chegou na sala e disse que o pai iria passar pegá-lo, eu não me conformei. Final de semana que eles estão na minha casa, eu querendo educar e mostrar pra ele que toda ação tem uma consequência e o pai, quer passar a mão na cabeça. Falou que se não levasse o filho para o jogo, iria no estádio e puxaria o irmão pelos cabelos, pois ele também não assistiria o jogo. Eu devia ter pagado pra ver... mas meu outro filho não merecia passar por isso. Descontrole total do pai. Eu queria chorar de raiva... falei, filho vai se trocar e esperar o seu pai na portaria, como ele te falou, às 18:30 eu irei buscá-los.

Inconformada, pois ele não podia e não pode me desautorizar dessa maneira. Eu não me intrometo quando estão na casa dele. Qualquer pessoa, em que confiei e contei essa história, comentou nossa ele está estragando o seu filho.

Enfim, depois ele pediu desculpas para o irmão, pelo jeito que falou ao telefone... mas pra mim? Deve querer que eu morra, de tanta raiva... jamais me pediria desculpas... sempre acha que eu estou errada... 

Algumas vezes, vejo o mesmo comportamento agressivo e impulsivo nesse filho, no qual me gera alguns gatilhos. Hoje já tenho certo entendimento da minha crise de pânico e procuro desfocar quando lembro. Mas fico triste... por repetir e muitas vezes até falar mesmas palavras e tons que o pai usa. 

Rezo pra que eles, mesmo sabendo que carregam certo trauma da infância, saibam discernir  e se defender da manipulação do pai. Lobo em pele de carneiro...





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